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nosso diário de viagem

18NOV2013

El desierto de La Tatacoa‏

COLOMBIA
El desierto de La Tatacoa‏

Em busca do deserto de Lá Tatacoa

Ontem deixamos Cauca nosso destino: Huila. As primeiras impressões que Hulia nos dá é de um departamento mais desenvolvido que Cauca. Huila tem um parque arqueologico San Agostin e um deserto, o La Tatacoa.

Para chegar a Hulia seguimos de Tierradentro cortando as montanhas e pequenas cidades até chegar a Lá Plata, uma cidade com uma preçário imensa, Wi-fi free e gente simpática com vontade de nos conhecer.

Fizemos uma pausa em La Plata para mercado e contatos com o Brasil pela internet. Aqui experimentamos mais uma vez a simpatia dos colombianos: crianças, jovens e adultos se aproximavam para saber de onde éramos.

O percurso

Deixa-se Tierradentro por estrada não pavimentada, em rípio, como todas as estradas na Colômbia Andina, a via sinuosa e estreita corta montanhas tendo muito abaixo os vales. Trinta quilômetros depois entra-se na via pavimentada. A policia aos poucos, se torna menos ostensiva, mas ainda é marcante em Hulia.

El desierto de La Tatacoa‏

O verde e o deserto

A Colômbia é verde, árvores imensas estendem seus galhos altos sobre estrada, formando pequenos túneis, o ar é agradável, há água, muita água que escorre da cordilheira por entre montanhas e molha a estrada. Tudo aqui pode ser dito em superlativo: as montanhas são altas os abismos tem a mesma proporção. As frutas são abundantes e muito saborosas.

Bem, num país verde ter um deserto é algo raro e especial. É bem assim que os moradores de Huila tratam seu pequeno deserto: como se fora um tesouro.

El desierto de La Tatacoa‏ El desierto de La Tatacoa‏ El desierto de La Tatacoa‏

La Tatacoa

La Tatacoa desenha no chão, em altura que se pode tocar com as mãos toda a beleza que vimos na Cordilheira dos Andes desde a Patagônia até aqui. Ele parece reproduzir em miniatura os relevos do deserto de Atacama, das montanhas de Cuzco, das belas serras do Equador.

É uma região seca tropical que surge do meio da floresta de arvores de
madeira cor de sangue. O clima é quente, chega a fazer 40 graus na sombra e a noite não alivia a temperatura. Muito similar ao nordeste brasileiro, o vento forte quebra o calor intenso do sol deixando o ambiente agradável. É também úmido, por causa da época das chuvas, por isso a gente sente a sensação de estar com a pele úmida, colando ao corpo.

Mas há que se lembrar que qualquer similaridade é mera coincidência, cada lugar tem suas particularidades que o tornam único, indiscritivelmente belo, para conhece-lo é preciso experimentar seus sons, cheiros, cores e sabores...

A invasão das lagartas

Eu estava na rede achando que Tatacoa era um pedaço do Nordeste brasileiro que se perdera por acaso na Colômbia, quando o Franco movimentou sem querer uma pedra que estava compartilhando a sombra da Agaroba com a minha rede, Ui! debaixo dela saíram correndo centenas, milhares de lagartas em direção à Alice. Deus, que é isso? Pusemo-nos a contê-las, surpresos e apavorados: acabávamos de destruir seu lar calentito.
Depois de muito esforço as vencemos. Mas... De volta à sombra da Agaroba outra surpresa: aquela era uma árvore-ninho: em cada centímetro das fissuras de sua casca haviam milhões de pequenas lagartas. Armamos nossa rede num ninho de seres miúdos, o vir-a-ser de algo que desconhecemos completamente.

El desierto de La Tatacoa‏

Anoitecer

Em La Tatacoa, diferente de outros desertos, a noite é quente como o dia. O céu tem estrelas lindas que podem ser observadas com clareza como se a via Láctea estivesse ali a poucos metros de sua mão. O observatório é acessível. Uma sessão custa 10.000 pesos colombianos o equivalente a 5 dólares.

Depois de caminhar muito pelos labirintos de Ohyo e Cuzco estacionamos a Alice
Dormimos no parqueadero do Observatório Astronômico e dormimos ali.

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