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nosso diário de viagem

27FEV2014

Granada

NICARÁGUA
Granada

Granada é linda! Uma praça central ampla rodeia a histórica Catedral. Na praça, bancos, barracas de comidas típicas, charretes e árvores centenárias contam a história da cidade.

Estivemos ali fotografando e conversando com as pessoas do lugar. As ruas da cidade, Patrimônio Histórico da Humanidade são tomadas por turistas do mundo todo. Os moradores se aproximam e puxam uma prosa no melhor inglês. Ficavam contentes quando dizíamos que éramos brasileiros.

A Nicarágua é um pais pobre e essa realidade pode ser vista no rosto sofrido de sua gente. São calorosos, simpáticos, hospitaleiros, mas o rosto e o olhar não escondem seu cansaço e sua luta.

Antes de deixar a cidade sentamo-nos numa barraca para provar uma comida típica. A pedida foi o Vigorón um prato a base se aipim, carne de porco e salada de repolho picante. Uma delicia! Para acompanhar provamos o suco de cacau.

Algumas horas depois deixamos Granada e seguimos para Lión, pois Benjamin insistia que era mais bonito que Granada e um ótimo lugar para se hospedar com o carro. Combinamos de seguir juntos para evitar problemas, mas nos perdemos logo na saída. A estrada estava ruim, quando entramos em Lión recebemos uma mensagem de Benjamin dizendo que não gostara da cidade e seguira para um balneário. Demos uma olhadela na cidade e também não gostamos, arrependemos de imediato de não termos entrado em Manágua. Enfim, retornar era pior que permanecer ali.

Tomamos a direção indicada por Benjamin e na metade do caminho o encontramos já de retorno. Estávamos numa encruzilhada e com um grande problema, pois anoitecia. Ali, literalmente no meio de uma estrada vazia os dois carros sem saber para onde ir. Havíamos perdido três bons lugares para ficar: Marsella, Granada e Manágua, mas lamentar não resolveria o problema, seguimos para Porto Corinto.

A noite cobria a cidade como uma sombra, as luzes incandescentes dos postes não nos dava a devida dimensão da cidade nem de um lugar onde eleger para ficar. Tentamos encontrar o mar, praias são excelentes pontos de parada, mas não conseguimos encontrar o mar por mais que os moradores nos dissessem que toda rua de Corinto levava ao mar.

Benjamin encontrou dois lugares que para ele eram perfeitos, mas não eram perfeitos para o Franco que, a esta altura, já estava ficando um pouquinho nervoso. Benjamin cedeu. Fomos procurar o Corpo de Bombeiros da cidade que nos acolheu, dormimos no quintal ao fundo. Na manhã seguinte ganhamos inclusive o direito a uma boa ducha, que diga-se, Marsella era linda, deserta e só nossa, mas não havia água doce para banho. Desse modo, fazia pelo menos 3 dias que não sentíamos gostoso sabor da água fria correndo pelo nosso corpo.

Deixamos Porto Corinto levando na bagagem o sorriso aberto e generoso dos Nicaraguenses que se autodenominam Nicas e a certeza de que Porto Corinto é, segundo eles, o Porto mais tranquilo da América Central.

Dentro do pátio do Corpo de Bombeiros, os caminhões trazem o nome do país que os doou: Rússia, Alemanha, Japão... As pontes também foram doadas, muitas delas pelo povo japonês.

Ficamos pouco tempo na Nicarágua, mas o suficiente para desejar conhecê-la melhor algum dia.

De Porto Corinto seguimos para a fronteira com Honduras.

COMENTÁRIOS

Tino e Hilda de POA 29/03/2014

Estamos em Granada dia 28.03 subindo para o Mexico, retorno Brasil, 29.04 vamos Honduras, Guatemala etc. abracos Tino e Hilda

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