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nosso diário de viagem

27NOV2013

Histórias doentes

BRASIL
Histórias doentes

Antes que chegássemos em casa, meu pai foi hospitalizado com sangue no pulmão e coração levemente inchado. Este foi o terceiro episódio desde a angioplastia ocorrida no Natal de 2013.

Pisamos o solo brasileiro com o coração apertado. De Porto Alegre a Goioerê  mil quilômetros a percorrer de carro: dor, calor e estradas ruins foram o mote da viagem.

Chegamos finalmente. Papai estava enfraquecido, com o fôlego cansado, deitado em sua cama. Minha irmã mais nova nos esperava com um jantar gostoso feito de arroz, feijão, panquecas e músculo cozido. A acolhida calorosa não escondia a preocupação de todos com o papai.

A Maria, nossa prima-irmã, estava ainda em cascavel para a última radioterapia. O prognóstico não era bom, mas a esperança tem força capaz de transpor montanhas... Combinamos que o Franco e eu iríamos buscá-la em Cascavel no dia seguinte e fomos. Ela voltou animada para casa: comprou pizzas para o jantar e frutas para toda a família. Minha sogra estava toda devotada a ela.

À noite, deixei o Franco e meus sogros hospedados na casa de meu pai e fui dormir na casa da Maria para lhe fazer companhia. Ela parecia ótima: me mostrou as roupas novas, provou algumas. Fomos dormir tarde, a noite correu sem sobressaltos, mas na manhã seguinte, quase que do nada ela deixou de comer, andar e falar: num segundo estava bem, no outro, não tinha mais vontade própria, não conseguia engolir, falar ou movimentar-se.

A sequência foi marcada por cinco dias de hospital onde cada pequena melhora era comemorada. Atualmente Maria esta em casa: sorri quando compreende algo, diz algumas palavras com clareza, mostra que tem vontade de alguma coisa. Com ajuda começa a dar os pequenos passos. Começou a comer pequenas quantidades de alimento pastoso por via oral. Ontem recebeu a eucaristia e conseguiu degluti-la.

Enquanto lidávamos com a Maria Luiza no Ceonc, meu pai internava-se no Hospital São Lucas em Cascavel: nossa família se divida entre um hospital e outro... O coração aflito temia as noites longas e as madrugadas que pareciam não querer amanhecer... Mas logo tudo foi se resolvendo e a paz que nunca nos abandonou prevaleceu sobre a dor.

COMENTÁRIOS

Voudekombi 25/03/2014

Obrigada pelo carinho e solidariedade.

amandio rios palhares 23/01/2014

Ficamos aqui orando por sua familia.

Rogério 23/12/2013

Minha família e eu nos solidarizamos, sei que em momentos difíceis são as orações , fé em DEUS e amigos que nos trazem conforto, Oramos pela plena recuperação dos seus .

Rosevaldo 21/12/2013

Que Deus esteja com voces nestas horas dificieis no seio familiar e que logo mais retornem a ventura que voces planejaram. Deus proteja seus familiares mesmo nos momentos de dor. Um abraço a voces.

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