Logo Vou de Kombi

nosso diário de viagem

05FEV2014

O reencontro com Alice‏

PANAMA
O reencontro com Alice‏

Dia 05/02 recebemos a informação de que o Ágata M. estava ancourado no Porto Manzanillo e que a Alice seria descarregada até as 23h. Poderíamos retirá-la no dia 06/02.

Viajamos de ônibus da Cidade do Panamá para Colón. Cada passagem custou 3,25 dólares pagos ao cobrador dentro do ônibus. O percurso demora em torno de 50 minutos.

Passageiros e cobrador nos indicaram o Hotel Internacional, no centro de Colón, uma zona bem policiada, próximo do Porto, com preços populares. Pagamos por um quarto triplo o valor de 20 dólares por pessoa. Tem café da manhã incluso. Detalhe, o café é bem básico.

Estávamos aflitos. Vinte dias se passaram desde que embarcamos a Alice... Será que a receberíamos intacta? Teria sido aberta? Enfim, uma porção de ideias iam e vinham. Para completar o quadro de ansiedade, na noite que dormimos em Colón, Benjamin brincava com o Franco dizendo: " Eu sinto que a Alice vai chegar toda revirada..." A gente ouvia negava até a morte aquela ideia, mas lá por dentro o estômago se revirava em temor de que ele estivesse certo.

Isso explica porque antes das 8 horas da manhã estávamos no Porto Manzanillo aguardando que a Panamá Agency, representante da SCLINE abrisse as portas. Uma vez aberta o processo de retirada do veículo foi relativamente simples e rápido: o BL definitivo dado pela Jans Mar em Cartagena, recebeu um selo da empresa (signo de liberação do veiculo pela SCLINE. Com o documento em mãos fomos a agência providenciar o seguro SOAT, ali mesmo no Porto. O serviço nos custou 20 dólares. Com SOAT e selo da SCLINE nos dirigimos à Aduana central onde recebemos permissão de rodar no Panamá por 30 dias.

Com os três documentos retornamos a aduana portuária que os reconheceu. Pagamos uma taxa de 3 dólares para limpeza do carro e noutro guichê, 68 dólares de taxas portuárias. Finalizamos, desse modo, a parte de documentação. Com todos os comprovantes fomos até o local de retirada dos veículos. Os documentos foram novamente revistos e tivemos permissão de receber a Alice.

Emoção pura! Uau! Ela nos foi trazida e passou por uma vistoria. O lacre da porta fora rompido e percebemos que fora vistoriada, mas nossas coisas permaneceram todas onde as havíamos deixado.

Retornamos à cabine de retirada do veiculo e recebemos autorização de saída do Porto que foi sancionada momentos depois pelo departamento de polícia.

Estávamos finalmente em nossa casa-carro. Aguardamos pelo Benjamin no estacionamento do Porto, retornamos para o Hotel, fechamos a conta e caímos na estrada.

Adaptação à vida na estrada

Fizemos uma pausa na cidade do Panamá para abastecimento do carro: gasolina, mercado etc. Sempre que ficamos longo período fora da Alice, precisamos de um ou dois dias para nos adaptarmos novamente à estrada...
Fazendo a adaptação pernoitamos em Punta Chame, no estacionamento do Nitrocity. Foi bem interessante. Nitrocity é um Resort preparado para aventura. Vale conhecer.

Nossa segunda noite na Alice dormimos num camping em Las Lajas. Viajantes haviam comentado que Las Lajas era uma praia muito bonita, na Costa do Pacífico. Não gostamos muito: praia cheia, areia escura e grossa.

Bem cedo, depois de um passeio a beira-mar, tomamos a decisão de prosseguir a viagem. Panamá inicialmente seria uma rota de passagem, não tínhamos intenção de permanecer muitos dias no país. Em meio do domingo calorento, higienizamos o banheiro, desmontamos o acampamento e partimos. Destino: algum lugar, qualquer lugar...

Na orelha do mar

Paramos no Mac Donalds para um almoço rápido com acesso a internet. Nosso amigo Paulo Rollo, nos indicou a casa de um amigo seu em Boquete, onde poderíamos nos hospedar.
Boquete fica aos pés do vulcão Baru, estávamos desejosos dos ares frescos da serra. Aceitamos o convite. Escrevemos para o Paolo e enquanto esperávamos pelo retorno fomos conhecer um pouco mais do Golfo de Chiquiri. Em poucos minutos estávamos em La Barqueta, a praia estava bem cheia. Aos poucos a noite foi caindo, os carros foram diminuindo, ate que só restou um: a Alice. Acampamos ali, na orelha do mar.

Depois de preparar nossa casa, decidimos fazer uma noite de cinema, mas nem bem o filme começara, fomos acordados por um simpático casal da americano que viajavam num veleiro fazendo uma travessia pelo mundo. Trocamos informações, fotos e conversas antes que eles continuasse o passeio por terra.

Ao amanhecer tínhamos um mar só nosso. Ficamos ali horas a fio brincando com as ondas que, depois de nos derrubar, beijavam a areia grossa e escura.

Após o banho de mar tomamos uma ducha de água doce e retornamos ao MC Donalds atrás de internet. Nosso anfitrião nos aguardava em Boquete.

COMENTE!

Criação de Sites: Trupe Agência Criativa Trupe Agência Criativa