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nosso diário de viagem

04MAR2014

Vulcões em cadeia‏

GUATEMALA
Vulcões em cadeia‏

Com carinho parecido ao do "pequeno Principe" que todos os dias ao acordar dava uma volta em seu pequeno planeta para limpar seus vulcões, a Guatemala cuida dos seus muitos vulcões que se encadeiam dando-lhe uma belíssima paisagem.

Quando chegamos a Antigua, o Pakaya entrara em atividade. Tivemos o gosto de escalar 2552 metros, na Serra de Los Cuchumatanes a 2 horas de carro da cidade de Antigua, para sentir a fumaça emanando das rochas quentes lançadas ao chão.

O Pakaya esta dentro de uma área protegida, para escala-lo paga-se 50 quetzales, equivalentes a 7 dólares por pessoa. A escalada demora em torno de 1h30min e pode ser feita à cavalo. O cavalo-táxi custa 100 quetzales (14 dólares). Escala-se uma montanha vizinha do Pakaya que dá uma visão privilegiada da cratera e permite chegar à sua base onde corre o magma ainda quente.

Chegar ao vulcão fumegando com larvas incandescentes espalhadas pelo solo, sentir o cheiro dos gases da erupção e comer ai um marshumelow, não tem preço. Vale qualquer esforço físico com certeza. O retorno montanha abaixo é mais rápido feito em 1 hora apenas. Chega-se extenuado, com as energias renovadas.

Os vulcões são temperamentais. Bonitos e imponentes estão sempre no alto, montanhas pontiagudas cujas bocas se abrem para o céu. Nuvens e neblina gostam de encobri-los, de modo que, ora se deixam ver em toda sua magnitude, ora se escondem completamente. São temperamentais também na hora de explodir. Dizem as gentes do lugar que nunca se sabe quando um vulcão vai acordar cuspindo fogo. Perguntados sobre o perigo de viver aos pés do Pakaya, eles respondem com um sorriso aberto: " Se Deus quer é perigoso, senão não. Aqui, graças a Deus, não tem morrido gente, só alguns cavalos e gado."

Ananiias, um jovem cavaleiro de 11 anos que estuda pela manhã e à tarde leva turistas para visitar o vulcão no lombo do cavalo, ensaia seu melhor inglês e pergunta para o passageiro que monta o animal: what your name? E responde misturando o espanhol: Mucho Gusto my name is Ananias. Depois num esforço desmetido tenta mostrar com gestos que o cavaleiro deve descer do animal. Concluído o trabalho senta-se ao meu lado.

O brilho de sua inteligência chama minha atenção e noto sua roupa velha e suja, seus sapatos gastos. Pergunto-lhe, " quantos anos têm Ananias? " " Onze," responde. "Não vai a escola?" " Sim, vou de manhã, à tarde escalo o Pakaia com animais."
" Quanto ganha por tarde de trabalho", pergunto. " Muito pouco", responde. "Este cavalo não é meu, recebo 20% das viagens feitas, mas os turistas não usam o animal para descer porque é muito fácil, preferem subir."
"Você não sente medo de viver tão próximo de um vulcão em atividade?" Pergunto
" Não sinto medo, mas quando ele começa a explodir, sim dá um pouco de medo. De onde vivo pode-se ver as larvas acesas" , me disse ele. " Isto que vê aqui no chão são cinzas da explosão do ano passado, foi mais forte que esta de agora", completou.

Nossa conversa terminou com o grupo que havia descido até as saias do Pakaya chamando para descer a montanha. Franco voltou cheio de histórias e de foto. O Pakaya foi uma linda experiência.

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